quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Capão Redondo

   Não ter conhecidos viados me obriga a ter que investir em aplicativos de relacionamento. Prefiro chamá-los de lojinha, carinhosamente apelidados assim por uma amiga. E usar as lojinhas oferece uma experiência no mínimo diferente. Afinal quem constrói uma relação pautada em laços virtuais? 
    Tá eu conheço algumas pessoas que já construíram e continuam nestas relações assim como outras pessoas que obtiveram sucesso, mas que por um motivo ou outro estas relações se esvaneceram. Então ainda tenho esperança de encontrar uma pessoa legal que não queira somente um "lance" carnal para passar mais que um tempinho.
    Mas não quero discorrer muito sobre estes sonhos e esperanças. Meu intuito aqui é apontar um problema no mínimo curioso, um ghosting precoce pautado no Capão Redondo. Para quem não sabe, Capão Redondo é um bairro da periferia de São Paulo, famoso pela violência que o assolou nas décadas de 1980-1990 durante o seu boom populacional aliado a falta de estrutura pública, o tráfico, etc.
    E como o Capão Redondo está aliado a minha insatisfação com os crushes? Muito simples: 1 - eu moro no Capão, 2 - muitas pessoas fazem aquelas perguntinhas fatídicas: "Onde você mora?", "De onde você fala?" ou "De onde você é?", 3 - ou seja eu sempre sou sincero neste quesito, 4 - algumas situações se repetem e pautadas na minha experiência pessoal e nada mais além disso elencaria as seguintes consequências:
  1. 50% dos casos sou ignorado imediatamente;
  2. 45% das pessoas dizem que eu moro longe e que isto as incomoda;
  3. 4% até falam uma coisa ou outra, mas somem depois de poucas mensagens;
  4. 1% outros (não necessariamente boas consequências)
    Acho que estes números deveriam significar muita coisa e meu incômodo com este comportamento mesquinho contra a maioria da população que mora na periferia (sério) se faz presente e mesmo assim continuo acreditando na humanidade.


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Clube do livro

    Ser viado pode atrapalhar a relação com sua própria mãe. Mas este não é o caso do Will. Parece-me que ele se assumiu (por carta) e só obteve uma resposta direta de que tudo continuava bem, não precisou de conversas adicionais e/ou aquele chororo tipico da lamentação. Na verdade sua sexualidade somente é pincelada no romance de sua autoria.
    Se distanciar da sua mãe aconteceu pelos motivos mais casuais de quem cresce e alça voos fora de casa, no trabalho e com um companheiro. No entanto a notícia de que um tumor maligno no pâncreas pode arrancar a vida de sua mãe obrigou Will a montar um plano que contemple uma atividade prazerosa dela com a possibilidade de passar mais tempo juntos.
   Como está escrito no próprio subtítulo do livro esta história é uma biografia, relata a perda de um ente querido e celebra o poder que a leitura e os livros exercem na vida das pessoas. Desde o primeiro capítulo sabemos que a história não terá um final milagroso e que muitos títulos e autores serão comentados.
    É uma leitura em muitos momentos pesada entrelaçada com relatos sobre a atuação desta senhora enferma em diversas obras solidarias ao redor do mundo com refugiados. Com certeza uma obra sobre uma mulher com força de determinação, que como a minha mãe diz: "Queria abraçar o mundo com as pernas", estudou, trabalhou, criou seus filhos, se dedicou a ajudar pessoas que não conhecia.
    Will, não será reconhecido por este belo livro como um autor gay, como era preocupação do seu pai à época da assunção da sua sexualidade não só a família mas também ao mundo, foi o primeiro autor do meu primeiro clube da leitura que iniciei há pouco tempo com colegas do trabalho e mais que valeu a leitura mesmo que eu tenha atrasado em 10 dias.
    E você, o que está lendo?

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Vamos falar sobre bullying?

   Acredito que poucas pessoas não sofreram bullying na vida, talvez não conheçam o termo, ou não façam têm consciência doeste ato nefasto que cometemos mesmo sem más intenções. Mas o que seria este ato, que vira e mexe até adultos em ambientes não educacionais como bares, casa de amigos, já acusam seus chegados de estar sofrendo?
   E o que seria este tal BULLYING? Em algumas das matérias que tive acesso recentemente pelo caso do menino que atirou no suposto acusado desta prática e em outros colegas da sala, não há sequer uma tentativa de explicar este conceito que 1 - está em outro idioma e não há um similar em português; 2 - ou seja, leva-se em conta que todos dominam a ideia que o circunda.
   E quais suas causas? Qualquer característica que pode ser incitada uma chacota? Talvez. E se o alvo não sabe se defender, então que os motivos escorrem pelo corpo e ficam visíveis a todos em volta. Todavia acredito que alguns aspectos são levados mais em conta como ser negro, lgbtqia+, gordo, "feio", pobre, mulher, etc.
Será que já aprendemos a conviver em uma sociedade plural?
    E estes motivos nem sempre podem ser escondidos com facilidade, e por muitos não são razões de uma mudança que justifique se esconder da sociedade. Assim como me fazem acreditar que bullying foi tão facilmente incorporado a realidade brasileira pois se camufla assim uma série de fobias, violências, desprezos perante uma grande parte da população desdobrada em minorias sociais.
   Longe de mim, dizer que a prática do bullying não existe, mas atentamo-nos como racismo, homofobia, transfobia, sexismo, gordofobia, classismo, sexismo, entre outras práticas discriminatórias tão conhecidas na história do Brasil são tratadas como um pequeno deslize de quem as comete soba a égide do bullying. 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Volto semana que vem

  O dia foi perfeito, aliás, os dois, sábado e domingo. Não, espera... se contar que nos encontramos no finalzinho da sexta, posso dizer que  são três? Enfim, foi um belo final de semana, com direito a tudo o que um casal de pessoas apaixonadas pode desejar. No entanto a segunda se aproxima e a rotina discrepante dos dois os afastam. Há esta necessidade de voltarem cada qual a sua casa, ao seu trabalho, aos seus convívios diários com os amigos, colegas, familiares, etc.
   Morarem distantes e terem que passar os dias da semana separados não é o que mais afastam estes dois pombinhos que anseiam pela chegada do próximo fim de semana. Um deles não sabe lidar com alguns aspectos do outro e por mais que haja uma paixão ardente que incendeia seus encontros, alguns momentos são permeados por reflexões intrínsecas ao relacionamento se podemos chamar assim, ou mesmo esta vontade de se construir uma relação entre os dois.
   Mentiras são consideradas e postas na balança e de uma hora para outra ela tomba ferindo um dos lados, nem sempre o mais fraco e indefeso. Neste caso foi o meu, não posso tomar dores de qualquer dose, mesmo por que não sei o que aconteceu com o outro lado além das mentiras que presenciei, pois ele simplesmente me bloqueou em todos nossos meios de contato e com certeza não vai atender as minha ligações. Quando ele dizia que estava sozinho, ou queria estar, ou não queria estar comigo. Me senti usado. Mas ainda bem que estes sentimentos passam.
   Já li sobre ghosting, todavia não acredito que este seja o caso. Algo anterior e maior a isto preenche o vazio da não assunção dele, sua alteridade se fez esmaecida em mundos paralelos que nunca se cruzarão enquanto outros caras o conhecerem e continuarem a transar e viver momentos da sua vida ao seu lado, esperando um dia que a coisa fique séria além das palavras ditas no ar e das promessas jogadas aos ventos. A vida continua e segue rápido.

sábado, 14 de outubro de 2017

Retornos

tênis de corrida, velhinho já.
     Feriado prolongado sem viajar, a temperatura cai mais de dez graus em apenas algumas horas no meio da tarde, não encontrei nenhum dos meus amigos ao menos uma vez e meu quarto continua abrigando somente a mim mesmo. Posso dizer que este está sendo meu terceiro dia de descanso, mas nem tudo foi tão tranquilo assim.
    Afinal eu fiz várias coisas, mesmo tendo recusado dois convites para festas, e outros dois para shows, amanhã quem sabe não será diferente e além de sair de casa, passarei bons momentos com amigos que fazem parte da minha vida há metade do tempo que estou já passei em Terra.
    Esqueci, ou o sol não colaborou muito para que minha carga de vitamina D fosse preenchida recarregada. Mas consegui correr uma vez, corrigir inúmeras atividades, terminar uma série, conheci um cantor novo, que por acaso é pernambucano, me antenei com outras músicas do momento, levei minha mãe numa loja que fica há uns 50 km de casa, fiz dois almoços para a família, ajudei a cuidar da casa, entre outras coisas normais do dia.
    Também tentei conhecer pessoas novas, mas por qualquer motivo não deu certo ainda, assim como colocar a leitura em dia, não só a obrigatória, mas também daqueles livros que escolhi ler, todavia não li uma página sequer. E agora no interior do meu quarto sinto que poderia ler ou voltar com o projeto do blog.
     Não considero minha escrita algo que vá mudar o mundo, muito menos pensei nisto alguma vez escrevendo, ou pensando em algo para escrever. Somente sei que ser lido pode me ajudar a lidar com estes momentos solitários e fugir de outros dos quais me arrependa futuramente.
     Talvez este momento seja um retorno ao blog. Talvez não. Abraços.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Dia do beijo



   Já vi algumas postagens com os dizeres: "A semana pode até ser santa, mas eu não". Com fotos em posições sensualizadas e/ou pouca roupa. Bom eu conheço pouco da moral que rege esse título de santo e tão pouco me vejo afeito com esta rotulação do comportamento próprio e alheio.

   Alguém sabe dizer quais as razões que impulsionaram a criação do dia do beijo? É internacional ou nacional (brasileiro)? Minhas primeiras hipóteses é sobre uma necessidade do aumento da taxa de natalidade, mas acredito que seja viagem da minha cabeça e não estou afim de procurar sobre.

  O que importa que em pleno dia do beijo, é que vejo esta celebração maravilhosa protagonizada pelo SILVA, na música BEIJA EU originalmente cantada por MARISA MONTE. Só vi brancos no vídeo (em sua maioria quase absoluta), mas os ósculos entre diversos tipos de casais compostos por membros masculinos e femininos valem a pena, ainda mais com este beijo intergeracional no final.

   Estou meio sumido do mundo dos blogues, na correria que minha vida se tornou e que eu mesmo construi. Abraços a todos e belos beijos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Rede social de leitores

   Ter um cadastro em redes sociais onlines hoje em dia é para todos. Elas até se expecializaram de diversas maneiras: só para fotos, só para vídeos, voltadas para o trabalho, música, etc. Para a leitura eu já tenho há algum tempo cadastro em duas redes: Goodreads (estadunidense) e Skoob (brasileira).
   Atualmente coloquei a segunda para funcionar. Primeiro eu queria saber realmente quais os livros que eu tenho, quantos são, se há algum repetido, algum que eu não queria mais, se estava sentindo falta de algumd deles. Demorei umas duas semanas e 612 exemplares e 68 que não quero mais.
  A utilização destas redes ajuda na hora do cadastro e na visualização dos nossos exemplares. Não necessitamos cadastrar todas as informações, basta ler o código de barras com o celular ou digita-lo no navegador, logo título, autor, editora, edições, imagem da capa, etc. são apresentados.
   Além da facilidade de cadastro dos livros em português no Skoob, já que é uma rede brasileira, o aplicativo para dispositivos móveis facilita muito o trabalho, não trava, aposta no leitor de códigos de barras entre outras funcionalidades.
Primeiro livro que recebi.
   A troca entre skoobers (como são chamados os usuários quem tem cadastro no site) é outro ponto positivo. A cada livro enviado ganha-se de um a dois créditos que podem ser utilizados posteriormente para o pedido de títulos disponíveis. Hoje recebi meu primeiro livro (parece novo), veio embalado com muito cuidado e muito rápido dois dias úteis após a solicitação. (Já havia falado sobre o filme adaptado deste título.)
   Estou muito feliz, mesmo tendo descoberto que não conseguirei exportar as informações da minha biblioteca (maior ponto negativo descoberto até o momento). Alguns skoobers não respondem as solicitações e até agora só tive uma skoober que demorou tanto para enviar o livro que cancelei o pedido.
   Se você quiser trocar informações sobre livros, literatura, leituras, invista nestas ferramentas, vale a pena e são de graça.

Eu falei sobre estes livros aqui no blog:
  1. #livro 1: O livreiro do alemão
  2. #livro 2: os meninos da biblioteca
  3. O que eu penso sobre corrida quando eu falo sobre corrida
  4. Gigantes
  5. Bear 2
  6. O paraíso é o lugar que me encontro com os outros
  7. Aristóteles e Dante
  8. One man guy
  9. O menino de vestido
  10. A arte de ser normal
  11. #livro - minha metade silenciosa
  12. #livro - Boy's love
  13. #livro - Diferentes, não desiguais
  14. Alice

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Uhuuu!!! CASEI !

   Ir ao mercado e a feira com a minha mãe é um hábito que mantenho para ajudar com os afazeres de casa. Faz parte do sinalizar o que está faltando, organizar o que se vai cozinhar, listar o que precisará, se manter informado com preços e promoções. Ir aos mercados que ficam pertinho de casa às vezes nos confere algumas surpresas não tão boas quanto gostaríamos.
   Outro dia aí, eis que uma senhorinha vê minha mãe e logo a chama pelo nome, abre os braços e parte para aquele abraço de quem faz tempo que não nos encontra. Elas se cumprimentam e após alguns questionamentos sobre como a outra está, a dita cuja da senhorinha vira para mim e pergunta se eu sou o filho de minha mãe.
   Bom, fiquei menos tenso em pensar que ela ao menos não tinha certeza de quem eu era, pois eu não fazia ideia de quem ela era, mais aliviado ainda quando ela comenta que se me encontrasse na rua, nunca saberia quem eu era. Ufa... 
   Pois bem, comemorei cedo demais, logo fui bombardeado por uma série de questionamentos daqueles cheios de preconceito classistas, heteronormativos, heterossexistas:

   - E aí já casou?
   - Está trabalhando?
   - Do que? Fez alguma profissão ou está sofrendo igual os meninos do bairro?
   - Mas não casou ainda? Minha neta é cinco anos mais nova que você e casou mês passado.
   - Vixe, virou professor, vai morrer pobre e sem paciência.
  - Não pensou em estudar algo sério? Lembro que era tão inteligente na escola.
   - E continua morando com a mãe?
   - Tem que arrumar alguém pra sair da casa dos pais.

   Eu não sabia mais onde enfiar a cara. Dela, claro. A minha estava tranquila nos corredores das frutas, verduras e legumes até que aquele questionamento que não diz muito sobre mim ser vomitado no meio dos alimentos que outras pessoas iriam adquirir e consumir mais tarde.
   No final do monte de perguntas que não respondi, ainda tive paciência para responder:
Há uma infinidade de possibilidades ...

   - Algumas pessoas acreditam que escolhem o que fazer da vida, quando só fazem o que a sociedade manda. Eu quis ser professor, não fui sê-lo por ser mulher e acreditarem que esta era a única coisa que me serviria, casei com meus ideais e eles mudam de tempos em tempos, assim eu não enjoo e não preciso levar chifre nem me divorciar. Bjs, estou com pressa, parece que vai cair uma tempestade logo mais.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Minhas primeiras séries

   Durante a parte da minha vida relutei para assistir televisão. Quando criança passei muito tempo assistindo a desenhos animados dos canais especializados em entretenimento infantil como Cartoon Network, Nickelodeon, depois desta fase passei a não assistir mais conteúdos televisivos por opção.
   O cinema de certa forma foi entrando em minha vida em grande escala quando fiz a escolha de não assistir mais a TV, em São Paulo o Cinemark fazia sucesso oferecendo cinema a preços módicos, enquanto as salas da Paulista ofereciam filmes diferentões no cine Unibanco, na Belas Artes, na sala Lilian Lemmertz...
   Relutei muito para não aderir aos fornecedores streaming de filmes e séries, mas ano passado eu e uma amiga dividimos a assinatura e até chegar minhas férias da faculdade em dezembro tinha utilizado pouca o serviço. Tinha assistido a alguns filmes LGBT🌈 que desde já indico aqui:
  • 🌈🌟Those people - nova iorquinos, baladas, a amizade de longa data de entre dois gays, as primeiras paixões, corrupção, entre outros temas;
  • 🌈🌟🌟Cuatro Lunas - quatro histórias homoafetivas entre sujeitos mexicanos em diferentes estágios da vida;
  • 🌈🌟🌟Holding the man - até onde a paixão entre duas pessoas pode levar uma delas a morte?;
  • 💓🌈🌟🌟🌟Oriented - documentário sobre a relação entre sexualidade, nacionalidade e religião ambientado em Telaviv e outras vilas próximas;
   Por fim, descobri que algumas séries são muito boas de verdade e gostaria de compartilhar minhas impressões sobre três delas aqui:

  • 🌈🌟🌟🌟Please like me - um cara de 21 anos leva um pé na bunda de sua namoradA, descobre que sua mãe tentou se suicidar e por isto precisa se mudar pra casa dela, seu pai está em um relacionamento com outra mulher, enfim aceita sua homossexualidade, apaixona-se por um cara muito gato e tudo isto temperado com muito humor e ironia.
  • 🌈🌟🌟Mérli - um professor de filosofia, leciona um tanto quanto originalmente para uma sala de ensino médio na qual seu filho também estuda. Os problemas dos adolescentes permeiam os episódios, enquanto este professor enfrenta seus próprios e pessoais confrontos familiares, amorosos e econômicos;
  • 💓🌈🌟🌟🌟Rita - uma professora quarentona, com três filhos que criou sozinha, tem um caso com o diretor da escola em que trabalha, gosta de fumar no pátio e de burlar algumas regras que acredita existiram por buRRocracia. 
  • 🌈🌟🌟Easy (série) - diferentes formas de amar, o segundo episódio trás uma relação homoafetivas entre duas mulheres, a protagonista é negra (sucesso).

    💓 - meu favorito dentre filmes e séries;
    🌈 - conteúdos LGBT (sim todos eles tem personagens gays ou lésbicas, não necessariamente protagonistas, mas que levam a belas reflexões sobre o tema)
    🌟 - Curti;
    🌟🌟 - Gostei muito;
    🌟🌟🌟 - Amei ter conhecido este conteúdo.

    segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

    Leituras 2016

    Este post, com certeza, está mais que atrasado, mas mesmo assim, depois de ter visto inúmeros vídeos de youtubers sobre suas leituras (melhores, piores, decpções) resolvi escrever um pouco a respeito das minhas próprias impressões de leitura de 2016.

    Com certeza foi o ano que mais li material teórico não obrigatório. Também dediquei minhas leituras literárias a materiais LGBT e afins. Sem mais enrolação. Quais foram os melhores livros de 2016?

    1 – Colegas - 👬 - Cinco personagens estão completando 10 anos de sua formatura do Ensino Médio. Antes colegas de escola, agora cada qual vivendo para aprender sobre como estar no mundo. Um dos personagens é gay e trás de forma não estereotipada ou critica-reflexiva sua inserção na história 

    2 – E se eu fosse puta - 👬🙋 - (lançado em 2006). Passar a vida correspondendo as expectativas sociais de gênero não foi uma opção de Amara. Doutorando em Literatura em Unicamp, decidiu não só transicionar, mas também ir a luta e trabalhar na mais antiga profissão que se tem conhecimento no mundo. Parece um diário, cheio de reflexões, sobre os desejos e perigos de se atuar nas ruas e vender a um preço módico o que poucos tem a coragem de cobrar: sexo.

    3 - Aristóteles e Dante - 👬YA - A relação de um adolescente descendente mexicano e morador do Novo México com o mundo e as descobertas que esta fase da vida proporciona negativa e positivamente. Seu pai sempre silencioso, sua querida mãe, nenhum amigo, seu irmão preso, uma tia distante, a aproximação de um vizinho. Tudo pode explodir a qualquer instante se não houver diálogo.

    4 – Je suis Favela - Publicação francesa sobre a periferia brasileira, feita por brasileiros. Autores periféricos e/ou contemporâneos retratam a vida de sujeitos que não tem mais nada a perder, ou perdem muito por escolhas que a própria sociedade os obriga a fazer.

    5 - Bear 2 - 🙋HQ -(Bear 3 - lançado em 2016). Acompanhada de um urso marrom mau humorado, uma garotinha corre contra o tempo atrás de seus pais, após ter se perdido em uma floresta. Passando por situações muito diversas, como adentrar em uma cidade na qual todos são crianças, ou serem prisioneiros de um Rio e enviados água abaixo atrás de sua liberdade. Adoro esta quadrinho, por mais infantil que ele seja.

    👬 - livros com temática LGBT;
    🙋 - protagonista feminina;

    Para o post não ficar muito longo elegi os cinco que tenho indicado para várias pessoas em vários momentos da minha vida. Mas também há outros que achei muito interessante ter lido este ano como Paraíso são os outros do Valter Hugo Mãe, One man guy, Apenas um garoto, O menino de vestido, etc.

    Dentre os teóricos não posso deixar de citar a Guacira Lopes Louro (mulher, brasileira, educadora, queer), Richard Miskolci e Bernardo Fonseca Machado.

    Abraços e deixem suas indicações também.

    sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

    Músicas 2016

       Utilizar uma ferramenta que salva as faixas que ouvimos sempre me chamou atenção. Este ano, me reaproximei do Last.fm e o reinstalei no celular novamente (depois que voltei a utilizar Android e me livrei do WP). Também não sabia que o Last.fm ainda traz ao final do ano uma análise das suas escutas.
       Bem eu achei que tinha escutado muito mais música brasileira como nunca antes. Fenômeno que começou ano passado com alguns cantores indies brasileiros, e que logo se enveredou pra música funk e politizada LGBT. Mas não, me enganei novamente.

     Bom, ouvi muitas músicas, mas não foi dos meus melhores musicais.

       Muitos artitas, muitos álbuns e não tantas faixas assim.
        Eu acho muito legal, poder ver quais os horários do dia que mais ouço música. Mais uma vez ficou claro que música brasileira não é meu forte, não por enquanto. Pop! né. Ficam minhas indicações aí: Halsey e Chet Falker. 
       Dos meus amigos fiquei em quinto dos que mais ouve música, porém (ha-ha) fui o que mais ouviu músicas novas. Esta coisa do evento eu ainda nunca usei.
       Este ano fui a alguns shows: Flora Matos. Rico Dalasam (umas 3 vezes), Lineker. Mc Linn da Quebrada. Clarice Falcão. As Bahias e a cozinha mineira Silva. Mahmundi. e acho que foi isto.

    Mais uma vez Halsey e Chet aparecem agora como faixas mais tocadas.



       Fica minha dica. Utilize estas ferramentas que guardam o que se ouve. Vale como memória, é interessante olhar para trás e analisar o que ouvimos. Abraços.
    Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...