segunda-feira, 4 de julho de 2016

Flip-se (feminismo, LGBT e negros ainda ausentes...)

Meu role em Paraty
   
FLiP-se
   Após alguns anos de ansiedade e vontade compareci ao Festival Literário de Paraty, na minha primeira férias como profissional professor. Para completar, as companhias eram das melhores, duas professoras e um professor dos bons e a hospedagem foi em uma comunidade hippie em uma casa na beira do rio, tudo uma maravilha de poético.
    Chegamos na sexta por volta do meio dia e ficamos até a tarde do sábado. Uma coisa que aprendemos desta história toda é que poderíamos ter ficado até segunda para aproveitar todos os momentos possíveis. Também assistimos a só uma mesa composta pela Heloisa Buarque de Holanda e o  Benjamin Moser sobre a homenageada Ana C. pela falta de tempo e pela vontade de andar toda as casinhas da cidade que se voltavam a literatura.
   
Aquisições feministas: #meuamigosecreto do
coletivo 'não me Kahlo', Simone de Beauvior,
 Charlotte Perkins Gilman, Virginia Woolf,
Sexografias de Gabriela Wiener e LGBT:
Terezinha do Josué Sousa.
Logo de início já adquiri um exemplar de "Terezinha e outros contos de literatura queer" do Josué Sousa da hoo editora na 
Casa PublishNews Coworking. Depois fomos conferir um pouco sobre a Flipinha, como estava organizada e quais atividades estavam sendo oferecidas, mas como estava muito cheio só observamos.
   Chegamos às Tendas oficiais da Flip, localizadas às margens do Rio e sentimos a grandiosidade do evento que lotava a cidade. Lá se encontravam as tendas dos autores e da livraria oficial. Confesso que gastei um tempão entre os livros, tirei fotos de muitos títulos para minha lista de desejos, mas não resisti a algumas indicações e obras que já esperava adquirir.
    Além das tenda há, várias casas, verdadeiros espaços fervilhantes de cultura com rodas de conversas. Os que visitei foram da Casa PublishNews Coworking, Casa Folha, Cada do IMS, Editora Rocco, Centro Cultural Sesc e a Livraria Paraty.

Ana C.

Materiais sobre a FLiP 2016 - Ana C. ao centro.
     Quem foi Ana Cristina Cruz César a homenageada pela Flip em 2016? Eu só sabia que a Companhia das Letras estava divulgando amplamente suas obras, mas não tinha ideia da grandiosidade de sua obra como poeta marginal na década de 70. Morreu jovem, aos 31 anos, e deixou um pequeno mas profundo legado de escritos.
   Felizmente a presença de uma mulher feminista no front do Festival possibilitou a presença de alguns títulos escrito por mulheres e outros tantos feministas na feira, alvos da minha aquisição após seleção das minhas companheiras.

Diversidade
   
   É notável a presença maciça de brancos de classe média-alta e europeus na programação oficial. Mesmo com a presença maior de mulheres neste ano senti falta de uma literatura e um debate menos elitistas. Ainda encontrei alguns títulos bacanas na livraria como Beatriz Preciado, Capitolina, David Levithan, etc.
   As perguntas que ficam são: onde estão os negros, as gays, os periféricos? Continuamos a pensar que estes não produzem literatura?
   Não estava presente neste sarau e tão pouco sabia da sua existência assim como da presença desta mana que pontuou sobre a ausência dos pretos e periféricos no Festival.




8 comentários:

  1. Que programa rico eim? Já fui uma vez também ... definitivamente adorável a FLIP ... Sempre com aquele gostinho de quero mais ...

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  2. Paulo, quero voltar mais vezes, pena que minhas férias só saem no meio da programação, aí acabo perdendo um pouco do Festival.
    Abraços.

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  3. Era bom que esse festival também desse um salto até cá, gostava muito de participar nele! ^^

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    1. Aqui ele não é muito grande, mas seria interessante levar autores brasileiros em eventos do tipo para fora do país.

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  4. Interessante, não conhecia, gostei de saber!

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    1. Ano que vem logo logo chega. E tem outras duas que devem ser tão interessantes quanto: Flup e Flipoços.
      Abraços.

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  5. Fico muito agradecido por ter comprado o exemplar do meu livro, "Terezinha". Agradeço imensamente. Depois, coloca suas impressões sobre o livro.

    Abraços fraternos,

    Josué Souza.

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    1. Pode deixar que já escrevo sobre, eu estou ansioso para lê-lo mas minha vontade de comprar livros é bem maior do que a capacidade que tenho de ler.
      E desde já muito grato por estar presente aqui. Espero que seu livro seja um sucesso.
      Abraços.

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Agradeço muito a sua participação! Abraços!

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