terça-feira, 28 de junho de 2016

#diadoorgulholgbt

   
        Não podemos deixar de passar em branco este dia tão colorido.
  Estamos vivendo um momento complexo na história da população LGBTQIA e quaisquer outras letrinhas ou grupos "minoritários" que se encaixam fora da heteronorma. Super válido mostrar que sim, existimos, merecemos respeito e iremos celebrar tudo que alcançarmos.


   

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Sal(a)d(a)o cultural

   Tirei mais um final de semana para aproveitar o que São Paulo oferece em seu diverso circuito cultural. Afinal tem-se que aproveitar as oportunidades que existem quando se mora em uma metrópole, pois só ficar trabalhando e reclamando do trânsito, violência, etc. sem nenhum propósito já deu.
  Pois bem, uma nova prática adquirida por mim e fruto de relacionamentos antigos é ir a shows de músicas. Descobri que nem todos são amarrotados de pessoas e que eu as músicas que costumo ouvir também estão disponíveis para este tipo de apreciação. Sim estes eram dois preconceitos que cultivava até ir no meu primeiro Lollapalloza. 
   Sexta passsada, compareci ao show de "As Bahias e a cozinha mineira". INCRÍVEL. Eu até tenho o cd delxs (Mulher), mas ouvi poucas vezes, pude cantar junto as releituras de músicas como A Preta do Acarajé e Mamãe Coragem. Segundo a propagando do show pelo SESC-SP "a banda propõe um debate sobre a posição das mulheres na sociedade atual". E vale ressaltar aqui que as vocalistas são mulheres trans. Com Rafael Acerbi (guitarra), Carlos Eduardo Samuel (piano/ teclados), Rob Ashtoffen (contrabaixo), Vitor Coimbra (bateria), Danilo Moura (percussão) e as intérpretes Raquel Virgínia e Assucena Assucena.  Ao final do show RAquel Virgínia convida ao palco uma de suas fãs, nada mais nada menos que Mc Linn da Quebrada.
    Aproveitei que estava no SESC Belezinho e apreciei a exposição "Retrato popular: do vernáculo ao espetáculo". Um recorte da ampla cultura nordestina em sua maioria composta  por registro fotograficos em diversos suportes como "ex-voto, cartões e retratos pintados, monóculos e lambe lambes, fotopinturas e cartões postais". Encontra-se também algumas esculturas de argila, pequenas instalações que remontam casas sertanistas, um boi, e carrinhos de ambulantes de fitas e monóculos.
   Já sábado fui ao maravilhoso show de Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci. Já havia comparecido a shows individuais de ambos e com total certeza, juntos ficam duplamente melhor. Agora o desafio é conseguir as músicas, ora de um, ora de outro, que eles cantam juntos na performance.
     De quebra ainda fui ao Ssex Boox sábado e domingo (mas fica para outro post), dei de cara com um ex-affair em um dos bares que amo ir com meus amigos, e desbravei o C* do padre (Bares de pinheiros)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Relacionamentos?

   Relacionar-se é um constante aprendizado. Todos precisam deixar saber um pouco de si, intencionalmente conhecer o outro e a relação que permeia esta relação. As relações entre pessoas podem ser encaradas de diversas formas: um jogo, uma guerra, uma caminhada, uma jornada, uma perda de tempo, um esforço, etc.
   E faz um tempo que estou me dedicando a estes aprendizados sem me apaixonar a ninguém. Nunca fui tão rodeado de amigos (não em quantidade, mas em qualidade de tempo) e ao querer estar solteiro, quero com isto saber quais os meus verdadeiros limites, quais seriam meus objetivos em querer me perder em paixões e amores novamente.
   Vários são os momentos de reflexão que permeiam este momento que considero de passagem entre o pé na bunda que levei no ano passado e esta falta de relacionamento voluntária que presencio. São vários porquês, comos, etc. que esclarecem alguns pontos das relações passadas assim como pontos obscuros sobre mim mesmo.
   Mas nem tudo são flores, claro! Depois de ter passado sexta com todas as amiguxs, fazer 4 avaliativas sábado e ter passado a noite do sábado com E. e outros amiguxs me despedi de M. minha amigona que também faz pedagogia comigo após mais 3 provas no domingo. E óbvio bateu aquele vazio.
   Ok, afinal eu não iria ficar mais de 48 horas na presença de vários amiguxs em uma semana normal que não envolvam viagens, comemorações, etc. Mas eae, cadê aquela força de não me jogar nos apps, locais de pegação e/ou contatos salvos no celular? Até que fiquei feliz em saber que sim, esta força estava comigo e resolvi correr no parque antes de chegar em casa.
   O que me restou desta e outras situações recentes é que talvez o tempo de solteirisse já tenha sido o suficiente. Entrar naquele processo de caça, atenção aqueles que se ponham disponíveis até a construção de um possível relacionamento é o que me resta, ansiedade é um sentimento que volta a tona em algumas horas do dia que vontades outras se elevam.
   Cupido olha eu aqui!!!
   Eu não sou bom de divulgar eventos, mas achei que esta peça "Meninos também amam" tem tudo a ver com o que estou passando. Assiste semana passada e recomendo.


terça-feira, 14 de junho de 2016

Aniversário e outras celebracoes

   Sei que estou meio fora de contexto (já que o atentado de Orlando é um tema urgente nas pautas LGBT), mas como há algumas semanas vi alguns posts sobre a celebração de alguns aniversários resolvi fazer um também.
   Mais uma vez coloco a pergunta, será que eu fiquei tão bicha assim para a minha comemoração de 29 anos (que minhas crianças continuem achando que estou fazendo 19)? Acredito que não, nem tive a intenção de fazê-lo.
   A comemoração aconteceu em uma boite gay mas repleta de héteros, meus amigos héteros comparecem em peso, já que convivo basicamente com pessoas cis e héteros (pauta para reflexão em outro momento).
   Mas como na parada gay senti a vontade de me arrumar um pouco menos discretamente para contrariar um pouco meus sentimentos de vergonha em público e por outro lado, quis 'brincar' novamente com as normas de gênero estabelecidas.
   Pois bem, brilhei na noite, cheio de purpurina (que deu um super trabalho de fazer) mas valeu a pena, ver a galera toda brilhando consequentemente, me senti bem em compartilhar um pouco do brilho que levei pra noite. Por outro, apareci em público de batom de novo, não que eu tenha feito isto em particular alguma vez.
   Minha reflexão sobre estas pequenas subversões ou transgressões, não sei as caracterizar direito, não são apenas para aparecer, me apoderar de uma estética que não me pertence, nasceram de uma vontade interior e desejo de me apresentar diferentemente.
   Por que será então que somos tão desrespeitados em alguns casos? Por que não podemos ser menos vitorianos? Afinal quando uma bicha sai de top, batom, esmalte e saia, ela não quer que todos façam o mesmo, só quer se sentir melhor consigo mesma, certo?
  O resultado da minha make-up, contrastando com minha roupa nada discreta, esta que sempre usei, desde criança...
Achei meu texto confuso, desculpem-me. É ligo mais coloco os links das postagens...

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Heterofriendly?

 Resolvi fazer este texto a partir do Post Heterofriendly com o clipe de uma gayboyband. O clipe chega a ser irônico, mas atualmente estou em uma pegada mais pé no peito. Pensei então sobre falar um pouco sobre um lado mais viado que não é aceito 'normalmente' por aí. 
'Conheci' Mc Linn da Quebrada no evento 'Trans Periferia' que compareci em abril (saudades das discussões e performances apresentadas), infelizmente no dia do show delx eu não estava lá, mas presenciei alguma de suas discussões.
 Bom tentei seguir alguns conceitos que entendi desta música na parada gay. Mas ainda estou muito 'discretinho' todavia bem contente com esta minha leve subversão. E admiro muito quem faz aflorar olhares como Linn e muitxs outrxse que transgridem com vários padrões e normas.
 Nesta pegada, que sejamos, então, mais amigáveis com os héteros, mas que possamos ser mais gays, mais lésbicas, mais bissexuais, mas acima de tudo viados, bichas, sapatonas, pois em muitas situações ainda precisamos ser passáveis.


domingo, 5 de junho de 2016

Parada política

Miguxs na 20º parada...
 Uma semana atrás estava na Parada Gay de São Paulo. Fazia alguns anos que não ia em uma e deve ter sido a quarta vez em toda a minha trajetória, a primeira eu tinha 18 anos e a última vez foi aos 23. E sabe-se lá o porque que a beira de fazer 29 anos de idade tudo o que eu mais queria era estar lá.
 Sempre tive receios em ir, por não acreditar muito na proposta política do evento. Nas vezes anteriores foi um passeio cheio de curiosidades que ainda pairavam sobre o mundo LGBT, aliado a possibilidade de estar em um dos principais lugares da escola repletos de gays.
#amarsemtemer!
 Bom desta vez, encarei como uma possibilidade de brincar com as identidades de gênero postas (já que pintei as unhas e passei batom pela primeira vez) e ser mais um corpo apoiando algumas das causas postas na avenida.
 Segue meu apoio por algumas das causas que vi na avenida: 'Visibilidade trans', 'fora Temer', 'Mães pela diversidade', 'laicidade na política brasileira', 'luta por direitos iguais', etc.
 Depois de comparecer a 20º parada fiquei pensando sobre como nós gays celebramos os poucos direitos que conquistamos após muita luta e como podemos nos organizar para continuarmos lutando... Ainda sem resposta...


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...