quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

#Encontros - Loira 2

 No primeiro momento ela me pareceu um tanto quanto antipática. Abriu as portas de vidro, veio toda alta e loira pra dentro da biblioteca e logo começou a fazer perguntas para as quais eu não tinha resposta. Saiu rápido, acho que insatisfeita e um tanto puta das soluções que havia lhe concedido. Não lembro de muitos mais detalhes daquele singelo momento.
 Fiquei sabendo pouco, por outros, sobre ela depois daquele instante. Mas me impressionei com sua capacidade de me surpreender, a cada encontro um pouco de si aparecia em nossa convivência e logo me tornei seu fã. Posso afirmar que ela é deste tipo de pessoa que pouco fala de si, mas faz muito.
 E de ato em ato, foi possível decifrar cada face sua, ou inventar-lhe as imagens que me convinham... Aos poucos me tornei aluno, amigo, companheiro, lado de um diálogo que sempre tinha conversa para por em dia. Esqueci nosso fracassado primeiro encontro e construí outros tantos primeiros...
 Não a via como uma singela profissional, mesmo por que depois de um tempo de admiração, sentia seu respeito, ouvia seus conselhos amorosos, aprendia a ser um profissional melhor, umas pessoa mais paciente, a dar mais risada da vida e enfrentar o que me aflingia.
 Demorou um pouco para que conseguísse notar a pessoa da qual fiz questão de dar um abraço de despedida e que por hora sentia que ela fazia parte do meu ser, da forma que tanto havia eu de ter aprendido com ela. Seu sobrenome que me pareceu japonês no primeiro momento de engano, revelou-se italiano.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Corpão

Quem nunca quis ter aquele corpão, com músculos definidos nos lugares certos e com pouca gordura abdominal?

Estou um pouco encafifado com o estado do meu corpo. Nunca pesei tanto como o quanto estou pesando agora. E na verdade não me importo muito até o momento no qual preciso colocar alguma roupa que já tenho e constato que ela não entra mais ou fica parecendo um collant jeans. Ir comprar roupa então é outra história desgastante.

Lojas de grandes redes ou as famosas, só tem formas de pessoas magras. Incrível como achar um modelo, estampa, etc. do qual se gosta é fácil, o problema é encontrar um número que sirva. Ser alto nesta empreitada também não facilita em nada esta missão impossível.

O fato é que por mais que eu não seja encanado com a silhueta a qual meu corpo apresenta, eu resolvi este ano mudar. Acredito que o mais difícil nesta trajetória é buscar tamanha disciplina para alcançar meus objetivos: 

1 - perder barriga, putz ela deve estar com uns 100 cm ou mais...
2 - perder bunda pois ter este músculo de Carla Perez não é tão agradável assim...
3 - diminuir uns 4 números e passar de 48 para 42...
4 - brincar com crianças sem ficar ofegante nos primeiros 10 minutos...

O segundo fato é que eu quero fazer isto por meio do esporte. Afinal para que eu aprendi a nadar e jogar vôlei ano passado? Para que existem inúmeros parques e pistas de corrida na cidade? Mas não quero virar atleta, estou mais para chegar a um equilíbrio entre a vida cotidiana e a pratica esportiva, afinal ainda vou continuar trabalhando, estudando, entre as outras milhões de coisas da vida.

E você o que mudaria em seu corpo se pudesse? Qual o caminho que você escolheria para fazê-lo?


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

#Encontros - Loira

 Era o primeiro dia de aula do Ensino Médio. Devia ser difícil pra todo mundo, inclusive para mim. Tudo era novo naquele momento: a escola, os colegas de sala, professores, rotina, etc. Afinal eu tinha trocado a escola do meu bairro a 10 minutos a pé por uma que ficava a longos 60 minutos de metro e trem... E logo no primeiro dia enfrentei uma greve de ônibus da já conturbada cidade de São Paulo.
 A escola era bonita, ainda mais por ser uma instituição publica, tinha jardins, fontes, muitas árvores e espaços bem amplos, as salas de aulas ficavam no único andar superior existente em um longo corredor. Quando cheguei já em cima da hora, corri para ver as listas com os nomes das salas e seus respectivos alunos. Fui aluno do 1ºC.
 Subi as escadas e logo encontrei a sala que ficava pertinho do hall. Entrei e muitas pessoas já se encontravam lá. Reconheci alguns rostos, na verdade dois para ser mais preciso, duas meninas que tinha estudado comigo na outra escola. Me dirigi para o fundo onde ainda restava uma carteira vazia, tentei ser gentil e dei oi pra todo mundo que cruzei o caminho.
 A rotina foi simples, a cada professor que entrava conhecíamos seu nome, sua matéria e logo partíamos para a apresentação dos alunos. Na fileira da janela logo a frente da cadeira do professor começava o discurso: Meu nome é tal, tenho tantos anos, vim da escola tal, pública ou privada, gosto disto e daquilo, etc.
 Eu era o último desta fileira, antes de mim ainda fiz besteira querendo bancar o engraçadinho. "Eu sou C., tenho 15 anos, moro no Taboão, etc... etc... e gosto de sertanejo". rsrs, logo pensei como assim alguém consegue assumir que gosta de tal ritmo? Em apenas um segundo arrastei minha carteira para trás, o que fez um barulho ensurdecedor.
 Logo também descobrimos que C. sofria de bochechas super roxas quando passava vergonha, e não era difícil de acontecer. Mas foi a primeira vez que causei isto nela. E por mais que muitos dessem risada, no fundo eu me perguntei: para que eu fiz isto? Depois de algum tempo descobrimos que tínhamos muitas coisas em comum. E ainda tento me controlar para não fazê-la ficar com vergonha em público.
 Já fazem 13 anos deste episódio e de lá pra cá já vivemos muitas coisas em comum, já discordamos e demos as mãos para enfrentar muitas escolhas certas e erradas. Já consumimos toneladas de alimentos, gastamos muita sola de sapato, percorremos por zilhões de palavras escritas em livros, ouvimos muita músicas que um dos dois não gosta, assistimos a vários por-do-sol, queimamos muito combustível fóssil andando por aí.
 E por esta e outras que visualizo que não há sertanejo que separe duas pessoas que gostam de aprender juntas.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Não sou palhaço

Como um gay é visto pela sociedade?

Em muitos grupos sociais, a imagem de um homossexual é construída em cima de arquétipos pré concebidos carregados de estereótipos criados pelas poucas pessoas que tiveram coragem de se expor publicamente fora do armário. Até hoje não consigo conceber a vida de uma pessoa enrustida, muito pelo fato da minha vida ter sido muito tranquila.

Mas o que há de errado em se expor? Nada, desde que não se corra risco de vida. Porém não é porque eu sou gay que preciso ser afeminado, sarado, referir-me no feminino, falar sobre minha vida sexual com pessoas que não tenho intimidade, me prostituir, pegar HIV e conviver com AIDS, entre outras coisas...

O que está me incomodando muito ultimamente é que as pessoas de certa forma de cobram uma postura desta, repleta de estereótipos os quais eu não tenho. E hora ou outra apontam a falta deles como se eu não fosse um autêntico gay, ou fazem comparações como fulano e ciclano são mais legais por terem tais atitudes.

DESCULPE-ME SOCIEDADE. EU NÃO SOU PALHAÇO DE NINGUÉM.

E por isto mesmo não faço questão de ser "uma amiga" que entende e sente-se a vontade de falar em qualquer círculo social sobre moda, make-up, sexo anal, diferentes formatos, tamanhos, cores e texturas de pênis, nem de fazer encenações afeminadas, etc. etc...

Acredito que cada ser humano é diferente do outro e por isto há sim a possibilidade de alguém ser assim e atender este anseios (que surgiram da onde mesmo? - não sei...). Assim como muitos caras héteros podem ser sim afeminados, educados, usar maquiagem, não gostar de futebol, etc.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Aquela dor sem nome

Aquela pontada no peito, a sensação de um vazio que vai crescendo dentro do próprio corpo, uma leve falta de ar, o coração que acelera, um frio no corpo e milhões de pensamento galopantes perpassam minha mente. E tudo ao mesmo tempo, como se já fosse normal tentar abrir uma rede social durante o horário de trabalho naqueles 2 minutinhos do café para descontrair.


"Sim, ele já tem outro." - esta foi a notícia que eu estava tentando digerir junto com aquele copo cheio de café, quando deu todo esta indigestão...



Minha primeira reação foi prestar atenção no cara. Sim como ele aparenta, rsrs, meio ridículo mas o fiz. Depois pensei preciso compartilhar esta noticia que não cabe em mim, ai logo mandei nos grupos de amigos mais próximos esta avassaladora informação, para mim claro, não para as outras pessoas.



Queria entender mais o que nos passa quando estes eventos acontecem. O que psicologicamente, biologicamente, nos afeta assim de maneira tão arrasadora o corpo e as emoções. Sei que passa, mas aquele breve momento choca.



Dizem por aí, que por para fora nos acalma e reconforta, busquei fazê-lo até para mostrar para mim mesmo que posso tocar neste delicado assunto sem precisar sofrer. Mesmo que este outro seja infinitamente mais feio que eu, não vou ficar pensando que depreciei-me.



Simples assim, o amor existe e precisa ser construído. Há aproximadamente 3 bilhões e meio de homens no mundo e eu só amei uns seis, tentei construir uma vida mais próxima com uns três e ainda estou no estágio, preciso aprender muito sobre...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Desejos de ano novo

O que queremos para 2016? Qual seria o caminho correto a ser seguido?

Chegou novamente aquele momento no qual renovamos os nossos votos internos. Aqueles desejos pessoais sobre o que esperamos que aconteça para o ano que se segue. Escolhemos a cor da roupa de baixo com o foco naquilo que mais queremos, escolhemos um lugar e as simpatias necessárias para abrir os caminhos. E o principal de tudo, mentalizamos e focamos a energia no futuro.

Estou aqui querendo poucas coisas. Quase nada material na verdade. Este ano aprendi que com um pouco de disciplina e esforço sou capaz de adquirir os bens materiais que quis. Então o que mais restaria para pedir em 2016? Dinheiro? (o caminho para os bens materiais) Amor? Sucesso? Fama? (rsrs, estou longe disto).

Vou começar pedindo sabedoria para me expressar melhor e mais gentilmente com os que me cercam. Não quero deixar de ser grosseiro, ríspido, etc. Só quero saber medir e criar as oportunidades de elogiar meus queridos entes por tudo o que fazem diretamente ou indiretamente por mim

Para galgar o primeiro desejo. Quero muitas oportunidades de estar com que eu gosto. Que seja em casa, num parque, num bar, numa balada, no trabalho, numa biblioteca, numa sala de aula, em um restaurante, lanchonete, loja, calçada, cinema, teatro, auditório, sei lá... 

Também quero transar. Sim! Não com qualquer um. Nem com todos que encontrar. Mas achar uma pessoa que entre na mesma vibe e troque as melhores vibrações que possamos estabelecer juntos. Talvez daí surja um amor, ou seja resultado dele. Incerto, mas necessário e altamente desejável daqui pra frente com este ente querido

2016 é bissexto. Eu nunca me lembro quando foi o último deste tipo em minha vida. Isto significa que terei mais um dia para aproveitar tudo aquilo que desejo. Quero cultivar estas disciplinas e colher frutos futuros, o que incluem transcender estes desejos e galgar outros em 2017. 

o que seguir em 2016

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