quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Metas de ano novo?

   Sei lá, internamente devo crer que desejos são aspirações gerais e as metas são planos mais específicos como caminhos para se chegar aos desejos...
  Passei meu primeiro réveillon mais diferente da vida. Fui com minha melhor amiga e uma amiga da época da escola para Curitiba (moro em São Paulo).
 Foram apenas quatro dias repletos de atividades e momentos incríveis, aposto que descobri um pouquinho mais de mim mesmo nelas duas, naquele lugar novo e desconhecido.
 Em nossa última noite lá, montamos uma lista de "caminhos", pequenas coisas que estávamos nos comprometendo a cumprir este ano. Discutimos sobre a obrigatoriedade e associação a metas de ano novo, mas chegamos a conclusão que seria uma maneira nova de encarar nossas vidas daqui pra frente.
   A lista com as "metas" estão na imagem aí ao lado.
1 - 10 livros (ok - fácil);
2 - 1 amizade nova (hum, conheci um monte de pessoas neste ano, por aqui e por outros meios, já que troquei de emprego, e tals.);
3 - 3 lugares novos (Brasília, mesmo que rapidinho, Chapada dos Veadeiros e Juquehy);
4 - Outra viagem juntos (ih, esta não deu 
certo);
5 - Mudança no visual (mudei meu cabelo algumas vezes, mas lembro que esta mudança não era permitida, por enquanto nada, mas tenho surpresa até o final do ano);
6 - Alguém que toque o coração (sim, ocorreu);
7 - Ter uma vida mais saudável (corri o ano inteiro, e mudei algumas coisinhas na minha alimentação... está valendo).

   Como diz a minha amiga que estava presente na confecção desta lista. "O fim de ano é incrível, há um clima de esperança no ar, novos planos, expectativas, novos rumos." Já estou pensando quais serão as próximas.

sábado, 12 de novembro de 2016

Primeira lembrança sobre algo - 1º aniversário

   "Da primeira vez ninguém esquece!" - disseram-me um horda de pessoas em muitas situações possíveis. Todavia não me lembro de um monte de coisas mais, não que as tenha esquecido, só me parece que elas não são mais relevantes assim e puderam ficar guardadas em mim como parte do que sou. Exemplos disto estão o nome da minha primeira professora, ou do primeiro colega de escola e até do nome da primeira pessoa... É! acho que este ditado popular está meio furado.
   De um modo diferente de pensar, é possível haver outras boas lembranças... A professora mais legal que tive na educação infantil, de dois colegas da escola lá do inicio (fiquei me perguntando agora o que será que aconteceu com um deles, a outra eu ainda vejo pelas redes sociais), lembro do primeiro namorado e de várias experiências que marcaram os diversos momentos da vida. Lembrei do meu primeiro blog, e de como seu tema parou de me suscitar questões.
   Este post é somente mais uma celebração da manutenção desde pequeno espaço de compartilhamento de ideias, que completou na última quinta (10/11) um ano de existência. Li alguns posts de blogs que acompanho sobre estes textos dedicados aos aniversários e tentei fazer algo meio parecido e híbrido. 
Sobre o blog.
   Vale lembrar que mudei o título do blog, a url e até passei um momento (quase quatro meses) escrevendo anonimamente, até ouvir a Djamila Ribeiro falar sobre nosso lugar de fala. Foram 72 post publicados, serão 73 com este e 8 ainda não saíram do rascunho por diversos motivos.
   Agradeço a todos que me leem, os que comentam merecem abraços mais que especiais, pois me incentiva a continuar escrevendo e aos pequenos laços laços que se iniciaram a partir das trocas efetuadas aqui posso fazer brigadeiros.

   


   

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Meu nome é Amanda

   "Meu nome é Amanda", o meu não [ao menos até este momento], este é o título da biografia de uma youtuber, que não ousaria em comprá-lo se não tivesse ouvido sobre ela, seu canal e seu livro uns dias antes. Afinal esta onde de youtubers que invadiram a Bienal do livro de São Paulo (2016) ao mesmo tempo que não me trouxe uma gama de títulos bacanas [no momento estou preferindo estes aqui], levou milhares de guris e gurias para o evento [espero que eles estejam lendo, sério].
   Eu realmente não conhecia a Mandy Candy nem seu canal homônimo, porém vi nota sobre um livro super vendido da editora Rocco sobre a história desta mulher. Cruzei com ele pela feira em uma estante, com super destaque, o mais vendido e tudo mais, estava com aquele descontinho caramarada e sai do stand com uma sacola.
   Foi o primeiro livro, adquirido da Bienal, que li e olha, nenhum arrependimento de comprá-lo. Sua narrativa é leve e despretensiosa, ao mesmo tempo que coloca a vida da Amanda e todo o perrengue para se tornar o que é hoje, nos traz alguns conceitos pós-identitários que tenho estudado sobre a teoria queer. [vou precisar ler de novo, pois há algumas passagens sobre a escola e conceitos de identidade e gênero e não os grifei].
   Desde a tenra infância, sua vida no interior do Rio Grande do Sul, acredito eu que é uma das cidades da Grande Porto Alegre, porém pacata e minúscula. A relação de seus familiares, suas manias, vontades, jeitos e trejeitos, convicções, descobertas, como todos nós passamos. Porém com este detalhe que é ser trans e não cis.
   Sim, deveria ser um pequeno detalhe, mas torna-se grandioso quando o mundo inteiro parece estar contra você. Ser gay já é difícil, ser trans parece estar um pouquinho além da aceitação dos conservadores e dos mexeriqueiros. Uma questão que me transbordou durante a leitura foi: Qual o limite da minha felicidade?
   Então encontramos no livro, desde identificações com o mundo feminino, a negação do contato social, a criação de um mundo paralelo, a aceitação de si mesmo como um diferente neste mundão tão diverso que tenta se por em caixinhas tão passadas e antiquadas, o bullying, as chacotas dentro da própria família, o apoio de quem realmente nos ama, o primeiro emprego, as primeiras paixões, ou seja a busca pela concretização dos nossos sonhos.
   RECOMENDADÍSSIMO!

sábado, 22 de outubro de 2016

"Esconder minha sexualidade quando criança me tortura até hoje": uma dissonância possível.

   Li o texto referente ao título deste post a pouco tempo, e fiquei pensando como as trajetórias LGBTQs são diversas entre si. Para quem quiser ler o tocante texto de uma criança que escondia sua sexualidade dos outros vai o link AQUI.
   
   Diferente do Gael, não tinha orgulho da minha letra, que continua parecendo a de um aluno do 5º ano, mas diria que ao menos confiante desde o final do Ensino Médio. Ela sempre foi redondinha, mas antes poucos a entendiam.
   Cuidados com material eu tinha, pois sabia que meus pais ralavam e muito para me manter em uma escola que eles consideram de "qualidade", todavia durante o ano letivo os cadernos perdiam suas capas e os livros soltavam páginas.
   Também não tinha a menor paciência para usar cores diferentes de canetas para as anotações, eu também costumava perder estes materiais menores e sem as etiquetas com meu nome, então os evitava ter para não rolar aquele sentimento de culpa sobre o desleixo.
   Até a quarta série, tudo ocorria sem a menor suspeita, pelos menos para mim, nem sabia que as pessoas faziam sexo, muito menos que vivíamos em um mundo machista, sexista, classista e racista. Mesmo morando em um bairro periférico da grandiosa São Paulo.
   Sempre brinquei com minhas duas melhores amigas até a época, filhas de amigos do meu pai e da minha mãe e que moravam na vizinhança. Qualquer brincadeira era interessante na época: bola, boneca, vídeo-game, taco, baralho, dominó, pega-pega, esconde-esconde, lego (meu preferido), etc.
Euzis na festa junina 
com a minha parça.
   Até que boatos de meninos sobre masturbação, mulheres peladas, revistas e programas de TV na madrugada, paus duros... começaram a rondar a sala de aula, ou melhor, o pátio, pois estudar em uma escola católica não nos dava muita liberdade.
   Foi a primeira vez que me senti deslocado. Sinceramente achei que eu era assexuado. Sério! Pensei que talvez eu fosse igual a alguns exemplos: o meu vizinho Zé, minha tia avó, entre outros, [pois eu não os via com outras pessoas] Acreditei por um breve período de tempo (até a polução noturna ter me pego de surpresa) que eu não sentia atração por ninguém e teria que viver sozinho.
   

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Olha lá o viado!

Senta lá, Cláudia, bem longe de mim.
   Primeiro vou ter que pedir desculpa pelo desabafo (não é a primeira vez que faço isto) e por escrever um post mais longo do que estou acostumado. No final a reflexão vai valer a pena, senta aí.

   - Querido nem se você quiser me dar o cú eu estou disposto a comê-lo. Meus pais me ensinaram a não comer qualquer porcaria, sim já tive a experiência e não foi nada agradável e ao menos não eram babacas como você que acreditam que pelo modo que seguro minhas bolsas eu 'virei' VIADO.
   2 - Também cansei de ouvir piadinhas e conhecimento raso e nonsense nos meus horários de almoço. Incrível como isto só acontece quando não estão presentes nenhum superior a mesa.
   3 - E para você que tem medo que eu transforme os alunos em viados fica a dica abaixo. Não fiz 10 anos de ensino superior e me mato em eventos acadêmicos para ficar discutindo com quem não sabe nem a diferença entre sexo e gênero.
   


   RECADO FINAL PARA A GALERA TODA: 

   Obrigado.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Eleições municipais 2016

Estar a direta deve ser
uma escolha consciente.
   Primeiramente (#FORATEMER) indico um site que elenca as pautas da comunidade LGBT, de equidade raça e etnia, desmilitarização da polícia, causas feministas, democratização da gestão entre outros pontos, e a partir das suas escolhas aponta os candidatos que se comprometem a trabalhar com repeito aos direitos humanos. Entra lá e dê uma olhadas nas pautas e candidatos: merepresenta.org.br
   Confira as pauta que são apontadas pelo site:
  • VOCÊ É A FAVOR DA ADOÇÃO DE CRIANÇAS POR FAMÍLIAS LGBTS?
  • VOCÊ É A FAVOR DO USO DE BANHEIROS POR PESSOAS TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DE ACORDO COM SUA IDENTIDADE DE GÊNERO?
  • VOCÊ É A FAVOR DE COTA DE 50% PARA MULHERES NO LEGISLATIVO, GARANTINDO REPRESENTATIVIDADE ÉTNICO-RACIAL E RESPEITO À IDENTIDADE DE GÊNERO AUTODECLARADA?
  • VOCÊ É A FAVOR DE QUE AS ESCOLAS PROMOVAM A IGUALDADE DE GÊNERO E RAÇA E O RESPEITO ÀS ORIENTAÇÕES SEXUAIS E IDENTIDADES DE GÊNERO?
  • VOCÊ É A FAVOR DE COTAS RACIAIS E AÇÕES AFIRMATIVAS PARA A POPULAÇÃO NEGRA?
  • VOCÊ ACHA QUE A REALIZAÇÃO DE CULTOS E O USO DE SÍMBOLOS RELIGIOSOS EM REPARTIÇÕES PÚBLICAS DEVERIAM SER PROIBIDOS?
  • VOCÊ É A FAVOR DE QUE HOMENS QUE TENHAM PRATICADO ATOS DE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES SEJAM IMPEDIDOS DE OCUPAR CARGOS PÚBLICOS?
  • VOCÊ É A FAVOR DA DESCRIMINALIZAÇÃO E LEGALIZAÇÃO DO ABORTO?
  • VOCÊ É A FAVOR DA CRIMINALIZAÇÃO DA LESBOFOBIA, HOMOFOBIA, TRANSFOBIA E BIFOBIA?
  • VOCÊ É A FAVOR DA DESMILITARIZAÇÃO DA POLÍCIA?
  • VOCÊ É A FAVOR DA DESAPROPRIAÇÃO DE IMÓVEIS ABANDONADOS PARA CRIAÇÃO DE MORADIAS DE INTERESSE SOCIAL?
  • VOCÊ É CONTRA MUDANÇAS NO LICENCIAMENTO AMBIENTAL QUE FRAGILIZEM A PROTEÇÃO DE POPULAÇÕES VULNERÁVEIS E DE ÁREAS ATINGIDAS POR GRANDES EMPREENDIMENTOS?
  • VOCÊ É FAVOR DA ABERTURA DE MAIORES ESPAÇOS DE PARTICIPAÇÃO DIRETA DA POPULAÇÃO NA DEFINIÇÃO DO ORÇAMENTO MUNICIPAL?
  • VOCÊ É A FAVOR DA QUEBRA DOS CONTRATOS COM EMPRESAS DE MOBILIDADE QUE NÃO TÊM AUDITORIA DE CUSTOS E UMA GESTÃO TRANSPARENTE?
   Quais destas pautas você considera a mais importante no atual momento de luta pelo reconhecimento das diferenças e igualdade de direitos? E você tem alguma outra pauta que considera importante para a escolha de candidatos a vereador? Você sabe para o que um vereador está habilitado após eleito? Eu não muito, segue um vídeo minimamente explicativo:


sábado, 17 de setembro de 2016

Carinho e ausência

Não tinha ninguém lá...
   Ser um cara zero afetivo durante boa parte da vida trouxe algumas dificuldades ao longo dos relacionamentos que surgiram ao longo da minha vida. Não somente quando se fala sobre outros caras, mas também e especialmente com minha família e amigos. Durante muito tempo pensei, nesta ausência em demonstrar afetividade como uma qualidade, já que homens devem ser brutos, etc.
   Hoje vejo que ainda tenho dificuldade em demonstrar muitas das coisas que sinto e em outros momentos quando deixo de fazer alguma coisa como agradecer, ligar, presentear, estar junto, mandar uma mensagem, no entanto vejo que não é tão normal quanto eu pensava antes, pois sim sou homem, mas não só posso, como devo estar aberto com quem convivo.
   Mas voltando a falar sobre afetividade em relacionamentos nos quais o sexo está envolvido... Admito que tenho uma tendência em jogar com as situações nas quais sobre receber atenção e as diversas formas de carinho. Há uma relação intrínseca entre ausência-afetividade, quanto mais se tende a um dos lados mais se aflora a vontade do outro.
   Parece-me que quanto mais me sinto longe de fulano ou ciclano, maior vontade tenho em receber algum contato afetivo assim como tenho muito prazer em recebe-lo. O contrário também se apresenta na medida que o excesso (não sei dizer como mensurar isto) de contato afetivo me dá vontade de ausentar-me desta relação.
   Nos anos iniciais da escola aprendemos que tudo passa. Até esta relação conflituosa, desaparece quando a relação amadurece.
   "Não há coisa mais triste que a morte de um sonho" => achei esta frase bonitinha do filme que assisti enquanto escrevi este post.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Beijos

 Dois casais, héteros, de adolescentes, acariciam-se no sofá de leitura entre as estantes do clube, onde achei que tinha encontrado meu paraíso silencioso. Entre tapas e beijos, literalmente falando, já que eles vivem se batendo, provocando enquanto voltam-se seus corpos para acarinhar seus parceiros. Esta cena, me lembrou os meus tempos de adolescente, fui um dos últimos, se não o último dos meus amigos a beijar.
 Não que a pressão para que isto acontecesse fosse pequena, todos falavam pra eu beijar fulana ou ciclana somente para que parassem de me chamar de BV. E eu não tinha a menor chance de me explicar e afirmar que não queria nenhuma delas, meudesejo se encontrava em um ou outro menino e sabia que confessar isto seria pior do que ser tachado de BV.
Um beijinho ...
 Mais uma vez, o questionamento sobre a sexualidade, como tabu, me veio a tona. Por que beijar escondido? Qual a necessidade de esconder seus próprios desejos? Esta não seria uma seara particular?
 De certa forma esta urgência em colocar por baixo dos panos estas relações acompanham nossas vidas adultas. Não defendo a abertura das nossas vidas de forma pública, mas me pergunto sobre a dificuldade de dialogar sobre o que se quer viver com as pessoas mais próximas, como amigos e família.
 Por que precisamos esconder dos nossos pais que estamos com alguém? Por que não podemos demonstrar que nossa vida sexual é ativa e que há momentos com diversos parceiros? Ainda temos vergonha, medo de aceitação em não demonstrar socialmente um comportamento vitoriano?

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Por que a sexualidade é um tabu tão grande?

 Confesso que quando criança nunca reagi tão bem ao assunto sexo. Primeiro pensei que por fugir da heteronormatividade imposta, mas analisando alguns amigos, logo fugi desta ideia pois vários cis-héteros também não lidavam muito bem com este tópico. Até que se cresce e qualquer roda de conversa entre amigos tem a sexualidade como tema, em suas mais variadas concepções, de práticas, atos, desejos, identidades, curiosidades, etc.
 Acredito que a onda de músicas populares tipicamente brasileira sobre este tema esbarram na concepção de que não se discute sobre isto, mas há muita curiosidade sobre, se quer falar sobre, aprender, trocar informações e poder por tudo em prática utilizando-se deste conhecimento renovado.
Talvez algumas das minhas fontes de informação.
 Não só o fato desta curiosidade que e sempre podada por diversos motivos, ainda vivemos em uma sociedade que nos define primeiramente com base em nossa sexualidade. Somos homens ou mulheres, solteiros ou casados, héteros ou gays. Não há escapatória nossa vida circula este assunto mesmo que pouco se discuta sobre.
 Imagina uma criança falando: "Olha lá ela chupando o pinto dele!!!" (trecho extraído do livro: Nú de botas) ou ainda questionando a família inteira se fulana chupa o pinto do fulano e por aí vai. Talvez comece aí a intolerância sobre a existência dos gays, como explicar para uma criança que vive em um mundo heteronormativo que dois homens se amam, dorme na mesma cama, etc.?
 Quero dizer que estas informações são pouco acessíveis, quando buscamos algo o mais fácil de conseguir nem sempre é da melhor qualidade, muitas vezes sente-se vergonha de querer se informar sobre, conhecer assuntos sexuais fica restrito ao senso comum, a pornografia barata, feita por quem não teve a preocupação de causar uma reflexão sobre as normas de poder.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

#livro - Alice

Aslam não ligando para o gênero.
 Você acorda e parece que tudo foi real. As imagens, as sensações, os personagens, os ambientes, as aventuras, mas nada está lá neste momento. E por mais que as tentativas sejam grandes tudo vai de esvaindo da memória até desaparecer completamente e sobrar poucos resquícios do que chamamos sonhos.
 Esta seria a minha melhor definição das duas histórias de Alice (Aventuras no país das maravilhas e Através do espelho e o que encontrou por lá) do Lewis Carroll, (preciso frisar este nome já que sempre o confundo com o Clive Staples Lewis das famosas Crônicas de Nárnia em seus sete volumes, origem do nome do meu cachorro Aslam.
 Adquiri este volume de capa dura com as duas histórias há um tempão, quando o primeiro filme (2010) dirigido por Tim Burton foi lançado, mas nunca o tinha lido, este ano (2016) após assistir o segundo filme, resolvi dar uma chance para este pequeno e denso livro com as conhecidas ilustrações do John Tenniel.
 Me encanta o fato da história ser contada por uma menina, com muitas qualidades positivas, além do questionamento sobre os papeis de gênero definidos pela norma heteronormativa, que é mais presente nos filmes, também encontra-se no livro porém com menos impacto e relevância. Porém só existem no mundo real as figuras de Alice e sua irmã. O bem e o mal, tanto aproveitados nos filmes perdem a cena no livro, e não há esta disputa pelo certo e errado, pelo poder.
 Apesar destas discrepâncias, o livro traz os personagens do nosso imaginário: o Coelho, a Lagarta, as Rainhas Vermelha e Branca, o Chapeleiro, a Lebre de Março, Twwedledum e Tweedledee, Humpty Dumpty, Capturandam, o Gato de Cheeshire, entre outros.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Relação de um gay com seu pai

 Mais um dia dos pais se vai, comidas, bebidas, tempo para se passar junto com meu progenitor e criador, afinal ele me pôs no mundo, me criou e continua cuidando até os dias de hoje. Não temos uma relação afetiva muito madura, tão pouco profunda e abrangente, mas digamos que nos entendemos.
 Ser pai em uma sociedade machista não deve ser nada fácil, para quem quer assumir seus papeis sociais de cuidador ao lado de sua companheira. Acredito que tudo fica mais difícil quando seu filho se sai do armário pra família e para o mundo inteiro. (fiz isto aos 16 anos - quem sabe outro dia conto com mais detalhes sobre este episódio)
 No começo foi difícil, na verdade durou cerca de sete dias, aos quais a minha rotina mudou drasticamente a noite, pois não conseguia encarar meus pais na mesa de jantar e me trancava no quarto. Nenhum deles aceitou bem a situação e só me chamavam pra dizer que tudo ia ser curado seja lá qual fosse o problema.
 Cogitou-se médicos, igreja, internato e até uma surra para ver se eu parava de chamar atenção. No final, notou-se que não estava contando nenhuma história diferente da realidade e sabe-se lá o porquê, meus pais decidiram por um ponto final na história e aceitar-me.
 Poucos meses depois eu comecei a namorar um rapaz e tive a brilhante ideia de levá-lo em casa. Ficamos o dia inteiro na sala assistindo televisão e aproveitando os momentos em que ficávamos sozinhos para dar uns beijos e trocar carinhos. Fato permitido pela 'aceitação' dos meus pais do meu desejo.
 Desde este namorado, quem se preocupa mais com o que está acontecendo, quem faz questão de recepcionar o meu pretendente, perguntar se está tudo bem, é o meu pai, que tanto se perdeu ao perceber que seu filho não traria as meninas bonitas pra casa pra ficar com elas, só falar de outros meninos, assistir tv e dormir de bunda.
 Como é a relação com seu pai? Fiquei curioso agora em saber como outros pais reagem a este tema. De bônus vou compartilhar um vídeo do Põe na roda com entrevistas a pais.

sábado, 13 de agosto de 2016

Repinteio ou Rebuceteio gay

 O cara aparece, sabe da sua vida com alguns detalhes, sabe seu telefone, vasculhou seus registros virtuais o bastante pra saber sobre suas últimas viagens, produtos culturais consumidos e como não quer nada cita o fim de sua relação como se isto fosse algo fácil de se conversar e precisasse ser tratado naquele momento.
 O interesse em saber o que a pessoa quer fica grande, o sujeito até oferece uma conversa em um lugar público, aponta necessidades de desfechos em sua própria história, comenta ex-amigos, e principalmente toda a história com o ex. O que fazer? Ignorar, ou ir a conversa?
 Descobre-se que o cara já havia te visto anteriormente em um bar, roubou teu contato do celular do namorado, guardou até chegar o fim do relacionamento e em um momento de fúria te mandou as mensagens, te ligou e tentou te convencer a ir a uma mesa de bar. Mas para que todo este trabalho? 
 Rostinhos bonitos estão em todos os lugares, corpos interessantes também. Gostos, interesses, comportamentos e rotinas compatíveis estão por todos os lugares. Por que um ex de ex nosso então se aproximaria de nós? O que o motivaria a se empenhar desta maneira?
 Não tenho nenhuma resposta certa, só devaneios. Pode ser por simples atração, 'vingança', poder? Como pode não ter sido nada disto. Enquanto outras dúvidas surgem? Será que vale realmente a pena dar trela pra este cara misterioso que teve tamanha coragem de se aproximar? 
 Acredito que só vivendo pra saber, ao mesmo tempo que como nunca tinha presenciado em círculo afetivos esta situação, comecei a pensar sobre este fenômeno de se pegar um ex do seu ex de forma compulsória (já que é possível que isto aconteça na balada, se os círculos de amizade são próximos, etc), como se denomina?
Peguei esta foto emprestada.
 O termo mais próximo que cheguei foi ao rebuceteio (termo da comunidade lésbica que define ter um relacionamento com uma ex parceira de sua própria ex e por aí vai) e já que me empolguei em criar palavras novas ocasionado pelo post ( 

 E você já passou por situação semelhante? Sabe se alguem a chama de outra forma?

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

20 dias depois

 Estou ensaiando reescrever algo para o blog desde que voltei da chapada, no meio das minhas férias em julho. Pensei, pensei, e mais um pouco sobre qual tema estava me incomodando neste momento, mas devido às férias, aos momentos bons que estou vivendo, acredito que fiquei sem assunto para postar aqui.
Chapada dos veadeiros: lugar lindo que com certeza suscita muita paz.

 Acredito que na vida como um todo, entrei em um estado de paz que não vivia a tempo, talvez até por isto tenho me afastado não só de escrever novos posts, mas também de acompanhar os blogs que comecei a apreciar nestes últimos meses.
Eu me promovendo mais uma vez.
 Aí lembrei que tinha feito uma promessa de não levar meu blog a falência tão cedo e sem os novos conteúdos ficaria difícil. Ainda não consegui convencer ninguém a escrever alguma coisa para compartilhar aqui, acredito que meus amigos são tão boas pessoas em suas medidas que isto seria ótimo.
 Vou me esforçar um pouco e voltar a comparecer neste mundinho virtual tão particular.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

#livro - Diferentes, não desiguais

   Este livro foi uma surpresa. Logo após algumas visitas a editora Companhia das Letras em busca de livros LGBTQIA para crianças de todas as idades, chegou o recém lançamento do "Diferentes, não desiguais: a questão de gênero na escola" de Beatriz Accioly Lins, Bernardo Fonseca Machado e Michele Escoura com o selo editorial Revira Volta. Na minha busca por materiais sobre escola e gênero, este caiu no meu colo no momento certo.
   O livro tem uma linguagem clara e objetiva. Traz alguns temas como gênero, feminismo, direitos, violência, escola, sexualidade, família, interseccionalidade, direitos, política, entre outros. Além dos textos principais, apresenta dicas para educadores em diversas instâncias, sugestões de materiais audiovisuais e textos e uma lista bem extensa de referências.
   A presença de caixas de textos para ressaltar alguns trechos, significados, sentidos, onde buscar mais informações além das imagens como a de mulheres importantes da luta feminista como a "Sojourner Truth", gráficos, tabelas, causos, glossário, etc. deixam o livro mais 'gostoso' de ler.
    Com informações de como a escola se tornou em um espaço feminino de trabalho e pela violência de gênero consequentemente desvalorizado, uma análise sobre a educação machista pautado na divisão de gênero presente na escola há muitas décadas, busca-se uma compreensão da presença de uma ação educativa que privilegie a diversidade, o reconhecimento ao diferente e ao respeito.
   Para quem não é da área da educação, mas sente uma necessidade de se falar sobre gênero nas diversas relações que todo ser humano estabelece, o livro também é um bom guia. Para quem é professor deve ser lido e relido diversas vezes para se identificar onde e como trabalhar com gênero neste momento político tão delicado que estamos passando.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

TAG 50%

No parque e no sol, ah como gosto.
   Copiei este post do blog Três Egos (clique aqui para ver o que ele postou). Denominado de TAG dos 50%, define em alguns tópicos o que aconteceu até o presente momento no primeiro semestre de 2016. Vou tentar fazer, mas já me adianto que não sou bom para definir o que é melhor...

1. O melhor livro que você leu até agora em 2016.
   Fico na dúvida entre dois que me lembro: "Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo" e "Gigantes". O primeiro retrata a vida de um adolescente tímido que vive entre muitos segredos familiares, como a ausência do irmão, a depressão pós guerra do pai, etc. O segundo título nos trás a vida de cinco jovens pós formatura do colégio, cinco histórias que se cruzam e mostram o amadurecimento de diversas maneiras.

2. A melhor continuação que você leu até agora em 2016.
  Não li nenhuma continuação. Acredito que "Divinas desventuras" é um desmembramento do trabalho "Divinas aventuras", mas eu li ao contrário e não são necessariamente uma continuação um do outro. Aviso para os marmanjos: obra infantil.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.
   Também tenho que apontar aqui que não sou bom em acompanhar o mercado editorial. "Tá todo mundo mal" da Jout Jout é uma obra que adquiri mas ainda não me joguei no sofá, nem na grama, nem em lugar algum para me dedicar a leitura. Também tem o Segundo Sexo da Simone de Beauvoir que foi relançado pela editora com um box lindo em dois volumes (estou pensando se estava aguardando outro lançamento, mas acredito que não)

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.
   "E se eu fosse puta" da Amara Moita. que segundo a livraria cultura é uma biografia de uma ativista trans e sua experiência na prostituição. Acompanhei algumas aparições públicas da Amaira e seu ponto de vista sobre algumas questões são diferentes do que costumamos pensar, será muito mais que interessante lê-lo.

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.
   "Diário de um ausente" do João Anzanelo Carrascoza. Indicação de uma amiga que adora este livro, o peguei emprestado dela aliás. Suas palestras com as crianças em anos anteriores são fenomenais, porém não consegui terminar de ler, pois não gostei e ponto final.

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.
   "Nú de botas" do Márcio Prata. Uma série de crônicas cronologicamente trazem a infância do autor que eu não conhecia até então. Leve, engraçado, reflexivo, retrato da sociedade de classe média, branca, dos anos 80, vale muito a pena mesmo.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre ou que você conheceu recentemente).
   Bom o livro foi escrito a seis mãos, "Diferentes mas não desiguais: a questão de gênero na escola", entre elas as da Beatriz Accioly Lins e Michele Escoura. Meu voto por decisões não só literárias vai para o Bernardo Fonseca Machado (pessoa), cara gato, politizado, tem interesses parecidos com os meus, OMG.

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.
   shaushuashuahsuahs, rindo de mim mesmo. Nunca tive quedas por personagens. Ah não mesmo, meu negócio é com pessoas mesmo.

9. Seu personagem favorito mais recente.
   O mateus do Jimmy Zero parte do Boy's Love em quadrinhos. Me identifiquei um pouco com ele, o cara sussegado,  que não fica com ninguém, universitário, tímido, sonhador... Ou o David de "O menino de vestido" que pouco está se importando para as normas de gênero impostas pela sociedade, rs.

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.
   Já chorei lendo algum livro? Não me lembro. Costumo chorar em filmes quando toca aquelas músicas melosas, mas em livros não.

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.
   Acho que todos os livros LGBTQIA que eu li me deixaram feliz de algumas forma, pelo fato de existirem títulos com esta temática e por serem histórias e superação, reflexão, etc. A arte de ser normal, One man guy e Minha metade silenciosa, abordam diferentes contextos dentro da diversidade sexual LGBTQIA, por exemplo.

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora em 2016.
   Alice através do espelho. Nunca li o livro, mas adoro os filmes do Tim Burton, principalmente as adaptações do Lewis Carrol. Comecei ontem uma edição da Alice que conta as duas histórias: aventuras no país das maravilhas e através do espelho e o que ela encontrou por lá. Até agora amando muito, mas achando tudo muito diferente do filme. Com certeza obras para serem apreciadas separadamente.

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo).
   "O paraíso são os outros" do Valter Hugo Mãe (outro cara gato, diga-se de passagem) foi o livro que mais me trouxe reflexões-críticas ao escrever minha avaliação sobre um título este ano. Por vezes confundia se estava mencionando sobre o livro ou sobre a minha história.

14. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.
   O segundo sexo de Simone de Beauvior. Na sua nova edição dois livros de capa dura (rosa e azul) em um box. Maravilhosamente lindo. (curiosamente eu não ganhei nenhum livro este ano)

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?
   Manifesto Contrassexual da Beatriz Preciado.

   Para fechar com semelhança ao post que copiei: li aproximadamente uns 35 livros este ano sendo que uns 10 deles são títulos infanto-juvenis voltado para o meu trabalho. Eu mesmo estou impressionado com este meu número. Pensei até em fazer um caderninho para anotar com mais rigorosidade os títulos que leio.

   E você está lendo alguma coisa? Quais suas leituras ao longo deste ano?

quinta-feira, 7 de julho de 2016

#livro - Boy's Love

   "Boy's Love em quadrinhos" é um livro yaoi, ou seja histórias de origem japonesa sobre rapazes gays. Diria mais, não se trata apenas de relatar diferentes formas de desejo, é também uma transgressão as normas de gênero, pois vários personagens tem características femininas ou que misturam o masculino e o feminino.
   É o meu quarto livro desta editora (Draco) nesta temática (Confira os outros títulos que eu li esta ano aqui) os outros eram de contos. Meus parabéns a editora que apostou em um tema pouco comum aqui e produzido em língua portuguesa e que ainda proporcionou um material de qualidade, com projeto gráfico bem interessante.
   Bom, este exemplar em quadrinho contem seis histórias independentes, sobre relacionamentos homoafetivos em alguma instância possível, são então 12 autores que trabalharam para fazer os roteiros e a arte gráfica.
O que tem de muito diferente das 'histórias ocidentais' é o misticismo, o mistério, o suspense e a sensibilidade com qual a história é tratada.
   Uma breve descrição de cada história:
  1. O mar - o envolvimento entre uma entidade espiritual e um ser humano é colocado com uma naturalidade ímpar. Ainda há uma quebra enorme de paradigma entre sexo, gênero e capacidades reprodutivas;
  2. Jimmy Zero form outer space - com certeza a mais engraçada de todas. Um grupo de jovens universitários em uma festa encontram um alienígena estudante de antropologia humana. Claro que há um envolvimento e um ghosting ocasionado pela necessidade da volta do ser extraterreno;
  3. Sincronicidade - um adolescente que não gosta de sair de casa é apoiado por um ser misterioso que entra em seu quarto. Apesar das formas femininas deste novo amigo, trata-se de uma figura masculina.
  4. Quemado, NM - Única história com personagem negro. Remonta um amor impossível, entre este jovem negro e outro branco, as histórias de fuga e a perseguição sofrida. O final bem surpreendente;
  5. Anéis de saturno - fofa história sobre dois caras que estão ficando e se veem embarcados pelo amor. Inseguranças e o começo de um relacionamento são termas marcantes;
  6. Barganha - Outra história com personagens míticos: um elfo e um limnátide (achei que era o espírito do lago, mas depois descobri que era uma maldição). Na necessidade de trocar favores, o elfo precisa curar sua irmã doente e o limnátide quebrar sua maldição, eles se enroscam num romance.
   Ao final do livro encontra-se uma pequena biografia dos autores. Com certeza é um livro para se ler em uma pequena viagem de metro, são apenas 125 páginas e como são muito bem ilustradas, vão muito rápido.



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Flip-se (feminismo, LGBT e negros ainda ausentes...)

Meu role em Paraty
   
FLiP-se
   Após alguns anos de ansiedade e vontade compareci ao Festival Literário de Paraty, na minha primeira férias como profissional professor. Para completar, as companhias eram das melhores, duas professoras e um professor dos bons e a hospedagem foi em uma comunidade hippie em uma casa na beira do rio, tudo uma maravilha de poético.
    Chegamos na sexta por volta do meio dia e ficamos até a tarde do sábado. Uma coisa que aprendemos desta história toda é que poderíamos ter ficado até segunda para aproveitar todos os momentos possíveis. Também assistimos a só uma mesa composta pela Heloisa Buarque de Holanda e o  Benjamin Moser sobre a homenageada Ana C. pela falta de tempo e pela vontade de andar toda as casinhas da cidade que se voltavam a literatura.
   
Aquisições feministas: #meuamigosecreto do
coletivo 'não me Kahlo', Simone de Beauvior,
 Charlotte Perkins Gilman, Virginia Woolf,
Sexografias de Gabriela Wiener e LGBT:
Terezinha do Josué Sousa.
Logo de início já adquiri um exemplar de "Terezinha e outros contos de literatura queer" do Josué Sousa da hoo editora na 
Casa PublishNews Coworking. Depois fomos conferir um pouco sobre a Flipinha, como estava organizada e quais atividades estavam sendo oferecidas, mas como estava muito cheio só observamos.
   Chegamos às Tendas oficiais da Flip, localizadas às margens do Rio e sentimos a grandiosidade do evento que lotava a cidade. Lá se encontravam as tendas dos autores e da livraria oficial. Confesso que gastei um tempão entre os livros, tirei fotos de muitos títulos para minha lista de desejos, mas não resisti a algumas indicações e obras que já esperava adquirir.
    Além das tenda há, várias casas, verdadeiros espaços fervilhantes de cultura com rodas de conversas. Os que visitei foram da Casa PublishNews Coworking, Casa Folha, Cada do IMS, Editora Rocco, Centro Cultural Sesc e a Livraria Paraty.

Ana C.

Materiais sobre a FLiP 2016 - Ana C. ao centro.
     Quem foi Ana Cristina Cruz César a homenageada pela Flip em 2016? Eu só sabia que a Companhia das Letras estava divulgando amplamente suas obras, mas não tinha ideia da grandiosidade de sua obra como poeta marginal na década de 70. Morreu jovem, aos 31 anos, e deixou um pequeno mas profundo legado de escritos.
   Felizmente a presença de uma mulher feminista no front do Festival possibilitou a presença de alguns títulos escrito por mulheres e outros tantos feministas na feira, alvos da minha aquisição após seleção das minhas companheiras.

Diversidade
   
   É notável a presença maciça de brancos de classe média-alta e europeus na programação oficial. Mesmo com a presença maior de mulheres neste ano senti falta de uma literatura e um debate menos elitistas. Ainda encontrei alguns títulos bacanas na livraria como Beatriz Preciado, Capitolina, David Levithan, etc.
   As perguntas que ficam são: onde estão os negros, as gays, os periféricos? Continuamos a pensar que estes não produzem literatura?
   Não estava presente neste sarau e tão pouco sabia da sua existência assim como da presença desta mana que pontuou sobre a ausência dos pretos e periféricos no Festival.




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