quinta-feira, 13 de abril de 2017

Dia do beijo



   Já vi algumas postagens com os dizeres: "A semana pode até ser santa, mas eu não". Com fotos em posições sensualizadas e/ou pouca roupa. Bom eu conheço pouco da moral que rege esse título de santo e tão pouco me vejo afeito com esta rotulação do comportamento próprio e alheio.

   Alguém sabe dizer quais as razões que impulsionaram a criação do dia do beijo? É internacional ou nacional (brasileiro)? Minhas primeiras hipóteses é sobre uma necessidade do aumento da taxa de natalidade, mas acredito que seja viagem da minha cabeça e não estou afim de procurar sobre.

  O que importa que em pleno dia do beijo, é que vejo esta celebração maravilhosa protagonizada pelo SILVA, na música BEIJA EU originalmente cantada por MARISA MONTE. Só vi brancos no vídeo (em sua maioria quase absoluta), mas os ósculos entre diversos tipos de casais compostos por membros masculinos e femininos valem a pena, ainda mais com este beijo intergeracional no final.

   Estou meio sumido do mundo dos blogues, na correria que minha vida se tornou e que eu mesmo construi. Abraços a todos e belos beijos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Rede social de leitores

   Ter um cadastro em redes sociais onlines hoje em dia é para todos. Elas até se expecializaram de diversas maneiras: só para fotos, só para vídeos, voltadas para o trabalho, música, etc. Para a leitura eu já tenho há algum tempo cadastro em duas redes: Goodreads (estadunidense) e Skoob (brasileira).
   Atualmente coloquei a segunda para funcionar. Primeiro eu queria saber realmente quais os livros que eu tenho, quantos são, se há algum repetido, algum que eu não queria mais, se estava sentindo falta de algumd deles. Demorei umas duas semanas e 612 exemplares e 68 que não quero mais.
  A utilização destas redes ajuda na hora do cadastro e na visualização dos nossos exemplares. Não necessitamos cadastrar todas as informações, basta ler o código de barras com o celular ou digita-lo no navegador, logo título, autor, editora, edições, imagem da capa, etc. são apresentados.
   Além da facilidade de cadastro dos livros em português no Skoob, já que é uma rede brasileira, o aplicativo para dispositivos móveis facilita muito o trabalho, não trava, aposta no leitor de códigos de barras entre outras funcionalidades.
Primeiro livro que recebi.
   A troca entre skoobers (como são chamados os usuários quem tem cadastro no site) é outro ponto positivo. A cada livro enviado ganha-se de um a dois créditos que podem ser utilizados posteriormente para o pedido de títulos disponíveis. Hoje recebi meu primeiro livro (parece novo), veio embalado com muito cuidado e muito rápido dois dias úteis após a solicitação. (Já havia falado sobre o filme adaptado deste título.)
   Estou muito feliz, mesmo tendo descoberto que não conseguirei exportar as informações da minha biblioteca (maior ponto negativo descoberto até o momento). Alguns skoobers não respondem as solicitações e até agora só tive uma skoober que demorou tanto para enviar o livro que cancelei o pedido.
   Se você quiser trocar informações sobre livros, literatura, leituras, invista nestas ferramentas, vale a pena e são de graça.

Eu falei sobre estes livros aqui no blog:
  1. #livro 1: O livreiro do alemão
  2. #livro 2: os meninos da biblioteca
  3. O que eu penso sobre corrida quando eu falo sobre corrida
  4. Gigantes
  5. Bear 2
  6. O paraíso é o lugar que me encontro com os outros
  7. Aristóteles e Dante
  8. One man guy
  9. O menino de vestido
  10. A arte de ser normal
  11. #livro - minha metade silenciosa
  12. #livro - Boy's love
  13. #livro - Diferentes, não desiguais
  14. Alice

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Uhuuu!!! CASEI !

   Ir ao mercado e a feira com a minha mãe é um hábito que mantenho para ajudar com os afazeres de casa. Faz parte do sinalizar o que está faltando, organizar o que se vai cozinhar, listar o que precisará, se manter informado com preços e promoções. Ir aos mercados que ficam pertinho de casa às vezes nos confere algumas surpresas não tão boas quanto gostaríamos.
   Outro dia aí, eis que uma senhorinha vê minha mãe e logo a chama pelo nome, abre os braços e parte para aquele abraço de quem faz tempo que não nos encontra. Elas se cumprimentam e após alguns questionamentos sobre como a outra está, a dita cuja da senhorinha vira para mim e pergunta se eu sou o filho de minha mãe.
   Bom, fiquei menos tenso em pensar que ela ao menos não tinha certeza de quem eu era, pois eu não fazia ideia de quem ela era, mais aliviado ainda quando ela comenta que se me encontrasse na rua, nunca saberia quem eu era. Ufa... 
   Pois bem, comemorei cedo demais, logo fui bombardeado por uma série de questionamentos daqueles cheios de preconceito classistas, heteronormativos, heterossexistas:

   - E aí já casou?
   - Está trabalhando?
   - Do que? Fez alguma profissão ou está sofrendo igual os meninos do bairro?
   - Mas não casou ainda? Minha neta é cinco anos mais nova que você e casou mês passado.
   - Vixe, virou professor, vai morrer pobre e sem paciência.
  - Não pensou em estudar algo sério? Lembro que era tão inteligente na escola.
   - E continua morando com a mãe?
   - Tem que arrumar alguém pra sair da casa dos pais.

   Eu não sabia mais onde enfiar a cara. Dela, claro. A minha estava tranquila nos corredores das frutas, verduras e legumes até que aquele questionamento que não diz muito sobre mim ser vomitado no meio dos alimentos que outras pessoas iriam adquirir e consumir mais tarde.
   No final do monte de perguntas que não respondi, ainda tive paciência para responder:
Há uma infinidade de possibilidades ...

   - Algumas pessoas acreditam que escolhem o que fazer da vida, quando só fazem o que a sociedade manda. Eu quis ser professor, não fui sê-lo por ser mulher e acreditarem que esta era a única coisa que me serviria, casei com meus ideais e eles mudam de tempos em tempos, assim eu não enjoo e não preciso levar chifre nem me divorciar. Bjs, estou com pressa, parece que vai cair uma tempestade logo mais.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Minhas primeiras séries

   Durante a parte da minha vida relutei para assistir televisão. Quando criança passei muito tempo assistindo a desenhos animados dos canais especializados em entretenimento infantil como Cartoon Network, Nickelodeon, depois desta fase passei a não assistir mais conteúdos televisivos por opção.
   O cinema de certa forma foi entrando em minha vida em grande escala quando fiz a escolha de não assistir mais a TV, em São Paulo o Cinemark fazia sucesso oferecendo cinema a preços módicos, enquanto as salas da Paulista ofereciam filmes diferentões no cine Unibanco, na Belas Artes, na sala Lilian Lemmertz...
   Relutei muito para não aderir aos fornecedores streaming de filmes e séries, mas ano passado eu e uma amiga dividimos a assinatura e até chegar minhas férias da faculdade em dezembro tinha utilizado pouca o serviço. Tinha assistido a alguns filmes LGBT🌈 que desde já indico aqui:
  • 🌈🌟Those people - nova iorquinos, baladas, a amizade de longa data de entre dois gays, as primeiras paixões, corrupção, entre outros temas;
  • 🌈🌟🌟Cuatro Lunas - quatro histórias homoafetivas entre sujeitos mexicanos em diferentes estágios da vida;
  • 🌈🌟🌟Holding the man - até onde a paixão entre duas pessoas pode levar uma delas a morte?;
  • 💓🌈🌟🌟🌟Oriented - documentário sobre a relação entre sexualidade, nacionalidade e religião ambientado em Telaviv e outras vilas próximas;
   Por fim, descobri que algumas séries são muito boas de verdade e gostaria de compartilhar minhas impressões sobre três delas aqui:

  • 🌈🌟🌟🌟Please like me - um cara de 21 anos leva um pé na bunda de sua namoradA, descobre que sua mãe tentou se suicidar e por isto precisa se mudar pra casa dela, seu pai está em um relacionamento com outra mulher, enfim aceita sua homossexualidade, apaixona-se por um cara muito gato e tudo isto temperado com muito humor e ironia.
  • 🌈🌟🌟Mérli - um professor de filosofia, leciona um tanto quanto originalmente para uma sala de ensino médio na qual seu filho também estuda. Os problemas dos adolescentes permeiam os episódios, enquanto este professor enfrenta seus próprios e pessoais confrontos familiares, amorosos e econômicos;
  • 💓🌈🌟🌟🌟Rita - uma professora quarentona, com três filhos que criou sozinha, tem um caso com o diretor da escola em que trabalha, gosta de fumar no pátio e de burlar algumas regras que acredita existiram por buRRocracia. 
  • 🌈🌟🌟Easy (série) - diferentes formas de amar, o segundo episódio trás uma relação homoafetivas entre duas mulheres, a protagonista é negra (sucesso).

    💓 - meu favorito dentre filmes e séries;
    🌈 - conteúdos LGBT (sim todos eles tem personagens gays ou lésbicas, não necessariamente protagonistas, mas que levam a belas reflexões sobre o tema)
    🌟 - Curti;
    🌟🌟 - Gostei muito;
    🌟🌟🌟 - Amei ter conhecido este conteúdo.

    segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

    Leituras 2016

    Este post, com certeza, está mais que atrasado, mas mesmo assim, depois de ter visto inúmeros vídeos de youtubers sobre suas leituras (melhores, piores, decpções) resolvi escrever um pouco a respeito das minhas próprias impressões de leitura de 2016.

    Com certeza foi o ano que mais li material teórico não obrigatório. Também dediquei minhas leituras literárias a materiais LGBT e afins. Sem mais enrolação. Quais foram os melhores livros de 2016?

    1 – Colegas - 👬 - Cinco personagens estão completando 10 anos de sua formatura do Ensino Médio. Antes colegas de escola, agora cada qual vivendo para aprender sobre como estar no mundo. Um dos personagens é gay e trás de forma não estereotipada ou critica-reflexiva sua inserção na história 

    2 – E se eu fosse puta - 👬🙋 - (lançado em 2006). Passar a vida correspondendo as expectativas sociais de gênero não foi uma opção de Amara. Doutorando em Literatura em Unicamp, decidiu não só transicionar, mas também ir a luta e trabalhar na mais antiga profissão que se tem conhecimento no mundo. Parece um diário, cheio de reflexões, sobre os desejos e perigos de se atuar nas ruas e vender a um preço módico o que poucos tem a coragem de cobrar: sexo.

    3 - Aristóteles e Dante - 👬YA - A relação de um adolescente descendente mexicano e morador do Novo México com o mundo e as descobertas que esta fase da vida proporciona negativa e positivamente. Seu pai sempre silencioso, sua querida mãe, nenhum amigo, seu irmão preso, uma tia distante, a aproximação de um vizinho. Tudo pode explodir a qualquer instante se não houver diálogo.

    4 – Je suis Favela - Publicação francesa sobre a periferia brasileira, feita por brasileiros. Autores periféricos e/ou contemporâneos retratam a vida de sujeitos que não tem mais nada a perder, ou perdem muito por escolhas que a própria sociedade os obriga a fazer.

    5 - Bear 2 - 🙋HQ -(Bear 3 - lançado em 2016). Acompanhada de um urso marrom mau humorado, uma garotinha corre contra o tempo atrás de seus pais, após ter se perdido em uma floresta. Passando por situações muito diversas, como adentrar em uma cidade na qual todos são crianças, ou serem prisioneiros de um Rio e enviados água abaixo atrás de sua liberdade. Adoro esta quadrinho, por mais infantil que ele seja.

    👬 - livros com temática LGBT;
    🙋 - protagonista feminina;

    Para o post não ficar muito longo elegi os cinco que tenho indicado para várias pessoas em vários momentos da minha vida. Mas também há outros que achei muito interessante ter lido este ano como Paraíso são os outros do Valter Hugo Mãe, One man guy, Apenas um garoto, O menino de vestido, etc.

    Dentre os teóricos não posso deixar de citar a Guacira Lopes Louro (mulher, brasileira, educadora, queer), Richard Miskolci e Bernardo Fonseca Machado.

    Abraços e deixem suas indicações também.

    sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

    Músicas 2016

       Utilizar uma ferramenta que salva as faixas que ouvimos sempre me chamou atenção. Este ano, me reaproximei do Last.fm e o reinstalei no celular novamente (depois que voltei a utilizar Android e me livrei do WP). Também não sabia que o Last.fm ainda traz ao final do ano uma análise das suas escutas.
       Bem eu achei que tinha escutado muito mais música brasileira como nunca antes. Fenômeno que começou ano passado com alguns cantores indies brasileiros, e que logo se enveredou pra música funk e politizada LGBT. Mas não, me enganei novamente.

     Bom, ouvi muitas músicas, mas não foi dos meus melhores musicais.

       Muitos artitas, muitos álbuns e não tantas faixas assim.
        Eu acho muito legal, poder ver quais os horários do dia que mais ouço música. Mais uma vez ficou claro que música brasileira não é meu forte, não por enquanto. Pop! né. Ficam minhas indicações aí: Halsey e Chet Falker. 
       Dos meus amigos fiquei em quinto dos que mais ouve música, porém (ha-ha) fui o que mais ouviu músicas novas. Esta coisa do evento eu ainda nunca usei.
       Este ano fui a alguns shows: Flora Matos. Rico Dalasam (umas 3 vezes), Lineker. Mc Linn da Quebrada. Clarice Falcão. As Bahias e a cozinha mineira Silva. Mahmundi. e acho que foi isto.

    Mais uma vez Halsey e Chet aparecem agora como faixas mais tocadas.



       Fica minha dica. Utilize estas ferramentas que guardam o que se ouve. Vale como memória, é interessante olhar para trás e analisar o que ouvimos. Abraços.

    quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

    Metas de ano novo?

       Sei lá, internamente devo crer que desejos são aspirações gerais e as metas são planos mais específicos como caminhos para se chegar aos desejos...
      Passei meu primeiro réveillon mais diferente da vida. Fui com minha melhor amiga e uma amiga da época da escola para Curitiba (moro em São Paulo).
     Foram apenas quatro dias repletos de atividades e momentos incríveis, aposto que descobri um pouquinho mais de mim mesmo nelas duas, naquele lugar novo e desconhecido.
     Em nossa última noite lá, montamos uma lista de "caminhos", pequenas coisas que estávamos nos comprometendo a cumprir este ano. Discutimos sobre a obrigatoriedade e associação a metas de ano novo, mas chegamos a conclusão que seria uma maneira nova de encarar nossas vidas daqui pra frente.
       A lista com as "metas" estão na imagem aí ao lado.
    1 - 10 livros (ok - fácil);
    2 - 1 amizade nova (hum, conheci um monte de pessoas neste ano, por aqui e por outros meios, já que troquei de emprego, e tals.);
    3 - 3 lugares novos (Brasília, mesmo que rapidinho, Chapada dos Veadeiros e Juquehy);
    4 - Outra viagem juntos (ih, esta não deu 
    certo);
    5 - Mudança no visual (mudei meu cabelo algumas vezes, mas lembro que esta mudança não era permitida, por enquanto nada, mas tenho surpresa até o final do ano);
    6 - Alguém que toque o coração (sim, ocorreu);
    7 - Ter uma vida mais saudável (corri o ano inteiro, e mudei algumas coisinhas na minha alimentação... está valendo).

       Como diz a minha amiga que estava presente na confecção desta lista. "O fim de ano é incrível, há um clima de esperança no ar, novos planos, expectativas, novos rumos." Já estou pensando quais serão as próximas.
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